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DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

01 de Dezembro de 2017
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O Dia Mundial de Combate à AIDS é comemorado em 1° de dezembro e, nesta data, abre-se espaço para a conscientização e comprometimento das pessoas na luta contra a patologia, além de combater o preconceito que os portadores de HIV sofrem da sociedade.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença infecciosa, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), que ataca o sistema imunológico, provoca carência e disfunção dos linfócitos T CD4+ e comprometimento da resposta imune da célula, por isso a denominação imunocomprometido (CARPES et al., 2013).

Essa infecção apresenta-se com ampla dimensão social, em virtude do grande número de casos de pessoas infectadas, cerca de 33 milhões de portadores do vírus em todo o mundo. O Brasil, nos últimos 10 anos, notificou, aproximadamente, 36.903 novos casos de AIDS por ano com tendência de aumento no país como um todo.

Diante desses dados é perceptível que a epidemiologia da AIDS abrange distintos segmentos da população, não respeitando fronteiras, sexo, etnia ou condição social. Nesse sentido, estudos epidemiológicos enfatizam o fortalecimento de estratégias de prevenção e assistência aos portadores de HIV/AIDS.

Atualmente, a distribuição dos antirretrovirais é universal e têm-se obtido inúmeras evidências dos benefícios clínicos. Além de aumentar a sobrevida dos pacientes e reduzir expressivamente os índices de letalidade, o advento da terapia permitiu uma diminuição considerável nas manifestações clínicas associadas à infecção pelo vírus do HIV, ao lado de um ganho visível na qualidade de vida (FAUSTINO, 2010).

Apesar dos avanços do tratamento, prevenir ainda é o melhor remédio! A AIDS pode ser evitada de forma simples por meio da utilização da camisinha, que é distribuída gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Também existem outras formas importantes de prevenção, tais como: utilizar seringas e agulhas descartáveis; usar luvas para manipular feridas ou líquidos corporais e, no caso de gestantes portadores do vírus, seguir todo o tratamento durante a gestação e não amamentar o bebê.

Aqueles que se perguntam “Será que peguei AIDS?” devem realizar a profilaxia pós-exposição, com a terapia antirretroviral (TARV) por 28 dias para evitar a sobrevivência e a multiplicação do HIV no organismo, mas, para funcionar, a terapia deve ser iniciada logo após a exposição de risco, em até 72 horas (BRASIL, 2017).

Lembre-se: o uso de preservativos masculinos e femininos é a principal e mais eficiente maneira de se evitar o HIV/AIDS.