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Prostatite

24 de Novembro de 2017
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Apesar da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade, estima-se que em cenário mundial, o gênero masculino não busca com frequência os serviços de prevenção, inserindo-se frequentemente no sistema de saúde quando estão com alguma doença instalada, procurando pela atenção ambulatorial e hospitalar, relacionados à média e alta complexidade, resultando no tratamento de patologias em estágio avançado (BRASIL, 2008).

Neste sentido, incluem-se entre os problemas de saúde do homem, principalmente os relacionados ao órgão reprodutor masculino, especialmente os que atingem a próstata, amplamente discutido no âmbito da saúde pública voltada a este gênero. A próstata é uma glândula presente apenas no homem que se localiza entre a bexiga e o reto e participa da produção do sêmen, líquido que carrega os espermatozóides produzidos nos testículos (BRUNNER; SUDDARTH, 2008).

As doenças da próstata apresentam grande relevância clínica, pela alta frequência com que ocorrem no cotidiano e pelas consequências que ensejam. Dentre as alterações nesta glândula destacam-se as doenças inflamatórias, particularmente a prostatite, que atinge entre 70 e 90% dos homens idosos. Existem vários tipos de prostatite que apresentam diferentes conjuntos de sintomas, cada um com causas, manifestações e sequelas distintas. Em geral, está presente em muitas outras doenças como no câncer da próstata, hiperplasia prostática benigna, infecções do trato urinário e até mesmo em pacientes sem alterações fisiológicas (BRASIL, 2017).

Os sintomas incluem febre alta e repentina, mal-estar geral, calafrios, dores nas costas, nos músculos, nas articulações e no períneo; há dor ao urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia e durante a noite e urgência miccional, o que eventualmente, pode levar à formação de abscesso prostático.

O diagnóstico da prostatite atualmente é feito pela avaliação dos níveis séricos do antígeno prostático específico- PSA, que é uma protease produzida pelas células epiteliais prostáticas normais e malignas. Homens já diagnosticados com prostatite apresentam uma probabilidade elevada de desenvolvê-la novamente, quando comparados com a população masculina em geral (MONTES et al., 2008).

De acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2017), uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de prostatite, assim como o câncer de próstata. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Quando a doença está presente, o tratamento ambulatorial é uma opção em pacientes sem complicações e capazes de tolerar a ingestão oral das drogas. Em casos mais graves ou com complicações, é realizado o uso de antibióticos por via parenteral, e drenagem de abcesso se necessário, com o paciente internado logo após a coleta dos exames.