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Consumir sal é necessário

04 de Agosto de 2017
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O cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha, é considerado por muitos como vilão por aumentar a pressão arterial, provocar retenção de líquidos, delírio e parada respiratória. Desde que esta fama se espalhou, ele vem sumindo das mesas e cozinhas brasileiras.

Especialistas aconselham a substituição do sal por temperos naturais, como cebola, alho, salsinha, cebolinha, orégano, hortelã, manjericão, coentro, cominho, entre outros, No entanto, o sal não pode ser eliminado por completo da dieta. O erro está no consumo excessivo. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha a ingestão máxima de 2 g de sódio por dia (ou uma colher de chá).

Deste modo, o sal ajuda a regular a quantidade de água que está dentro e em torno das células e a manter a estabilidade da pressão sanguínea. Sem o sódio, tanto nervos quanto músculos não funcionam corretamente.

 Quando o nível de sódio no sangue está muito baixo provoca a condição clínica denominada hiponatremia. Os idosos tendem a apresentar mais fatores que contribuem para esse quadro, incluindo mudanças relacionadas diretamente à idade, como o uso de medicamentos contínuos e a maior probabilidade de desenvolver uma doença crônica que altere o equilíbrio do sódio do corpo. Outro fator importante é a ingesta de grande quantidade de água, que pode diluir o sódio presente na corrente sanguínea, levando a hiponatremia.

Sintomas:
Os sintomas mais comuns são: sonolência, tontura, confusão mental, alucinações, irritabilidade, dor de cabeça, convulsão e coma.

 

Diagnóstico:
O quadro clínico do paciente (sinais e sintomas) e o histórico prévio fornece dados importantes, mas não é capaz de fechar o diagnóstico de hiponatremia. O diagnóstico é feito com exame laboratorial de sangue, onde podemos constatar a quantidade de sódio no organismo.
 

Tratamento:
O tratamento depende muito da causa subjacente (o que causou) a hiponatremia. Ele visa não apenas normalizar a concentração do sódio plasmático, mas também estabilizar o doente clinicamente e corrigir ou melhorar a causa da disfunção do eletrólito.
Todo o tratamento deve ser acompanhado por um médico, que guiará o melhor método de reposição do eletrólito. Se medicamentoso ou não, o importante é que a escolha reestabeleça o paciente. É relevante enfatizar que todo alimento ou medicamento deve ser consumido com moderação, nunca em dose baixa ou dose alta, para preservação da homeostasia corporal.