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Prevenção de Doenças Renais

02 de Março de 2018
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As doenças renais constituem problema de saúde pública de grande relevância. A Insuficiência Renal é o termo designado para definir a doença na qual os rins já não conseguem desempenhar suas funções de forma satisfatória e pode ser classificada como aguda ou crônica.

Considera-se Insuficiência Renal Aguda – IRA, aquele processo que se instala subitamente e tem duração de menos de 3 meses.

A Insuficiência Renal Crônica – IRC, evolui com perda da função renal de forma persistente e progressiva.

A IRA se constitui em complicação de aproximadamente 5% das internações hospitalares e em 30% dos pacientes internados em unidades de terapia intensiva, principalmente naqueles que se encontram em uso de sonda vesical permanente, provocando elevação nas taxas de morbidade e mortalidade, além do aumento dos custos com terapia dialítica (hemodiálise).

A IRC é uma doença silenciosa, comum nos idosos e responsável por internações recorrentes. Ocorre com frequência de um em cada 5 homens e de uma em cada 10 mulheres em idade entre 65 e 74 anos. Esse quadro figura como o principal responsável pelo elevado número de pacientes em programas dialíticos que gera altos custos com saúde.

Diante desse contexto, de alta morbidade e de elevada mortalidade, além dos custos associados ao tratamento das insuficiências renal aguda e crônica, sua prevenção deve merecer atenção especial no que tange aos programas de saúde pública.

Para o desenvolvimento de ações preventivas das doenças renais é fundamental a identificação dos pacientes com maior risco de IRA e Insuficiência Renal Crônica.

Assim, frente à IRA deve-se priorizar os pacientes em período pós-operatório, os grandes queimados e portadores de síndromes de esmagamentos. Já para a Insuficiência Renal Crônica devem ser objeto de atenção especial, os idosos, diabéticos, hipertensos mal controlados e pacientes com IRA prévia.

Portanto a prevenção das doenças renais passa obrigatoriamente pelo controle dos fatores de risco e devem ser objeto de programas de prevenção, tais como:

1. Controle da pressão arterial - a pressão arterial persistente e intermitente acima de 140/90 mmhg é um dos fatores de risco para lesão nos rins. Quanto mais elevada a PA maior o risco.

2. Controle dos níveis glicêmicos no sangue (açúcar no sangue) - a diabetes é a principal causa de insuficiência crônica no mundo. Os pacientes com diabetes devem manter hemoglobina glicada abaixo de 7%.

3. Evitar o uso frequente de medicamentos nefrotóxicos, tais como antiinflamatórios não hormonais.

4. Controle do ácido úrico.

5. Controle do tabagismo.

6. Manter o peso saudável, os indivíduos com IMC acima de 30kg/m², devem procurar programas de redução do peso.

7. Realizar exames periódicos de análise de urina e dosagem de creatinina.

8. Consulta periódica com nefrologista - para os pacientes com histórico familiar de doença renal e infecção urinária recorrente.

9. Evitar o consumo de carambola – trata-se de uma fruta rica em oxalato, sal que pode se depositar nos rins e causar nefropatias.

Portanto, práticas simples devem ser sempre mantidas para evitar o risco das doenças renais, entre elas a ingesta adequada de água, dieta equilibrada, controle da pressão arterial e controle do nível de açúcar no sangue.