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COVID-19: Diabéticos tem mais chances de complicações

19 de Maio de 2020

Desde o início da pandemia da COVID-19 que especialistas de todo o mundo alertam para os riscos de maiores complicações em pessoas com diabetes. Apesar da COVID-19 se apresentar para a maioria das pessoas de forma leve, para algumas ela acaba evoluindo de forma mais grave, precisando, inclusive de suporte respiratório, ventilação mecânica e internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). André Gonçalves, médico endocrinologista do Sistema Unimed Teresina, explica que por conta de algumas particularidades esse tipo de paciente acaba sofrendo interferência no tempo de resposta às infecções de forma geral.

“A pessoa com diabetes tende a ser um paciente mais inflamado. Isso acontece porque ele produz uma série de proteínas que tem um efeito inflamatório no organismo. Essas proteínas, que já existem em excesso no paciente com diabetes, tendem a gerar uma diminuição da resposta normal do corpo a infecções, cicatrização de feridas e no tempo de coagulação. Então, qualquer situação que gere um estresse maior para o corpo, do ponto de vista físico, vai ser sentida de forma mais intensa no paciente com diabetes”, destacou o médico.

Com a chegada da COVID-19 essa condição do paciente diabético ficou ainda mais evidente. Porém, isso não é motivo para desespero. André explicou o porquê: “O diagnóstico de diabetes em si não é suficiente para gerar um desfecho ruim. O que pode contribuir muito para isso é a diabetes descompensada. Ou seja, aquele paciente diabético que tem glicemia alta o tempo todo e não faz controle adequado. Esse tipo de paciente tem grande probabilidade de ter complicações graves”.

Para quem está procurando se cuidar mais e dar uma atenção maior para a saúde, o médico deu algumas dicas. “Independentemente da idade, de ser obeso ou não, a melhor coisa que se deve fazer nesse momento é buscar uma saúde adequada. Fazer uma atividade física regular, dentro do possível, pois estamos em época de confinamento. Manter uma alimentação adequada. Manter o atendimento médico regular e o uso das medicações também de forma regular. Sem negligenciar nada disso, o paciente diabético diminui bastante o risco de uma complicação, caso seja contaminado pela novo Coronavírus”, ressaltou.  

TI Unimed Teresina