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Nutricionista dá dicas de alimentos que devem ser evitados para não gerar mais ansiedade

19 de Maio de 2020

Por conta do isolamento social adotado no mundo inteiro como medida de prevenção contra a COVID-19, os níveis de ansiedade da população têm aumentado bastante. Essa ansiedade tem provocado uma onda de estresse levando as pessoas a se alimentarem de forma errada. A nutricionista Lílian Lopes, da Intermed Teresina, explicou que a escolha do alimento pode contribuir para o aumento da ansiedade, gerando ainda mais estresse para quem está em isolamento domiciliar.   

“Tudo que é feito com farinha de trigo pode gerar uma dependência neurológica. Essa dependência é muito parecida com a de álcool e drogas, pois é um alimento que não sacia e acaba gerando mais ansiedade. Assim, a pessoa sente a necessidade de comer a todo momento. Esse carboidrato simples é encontrado em arroz branco, pão branco, bolos e doces, por exemplo. Portanto, se você não sabe por onde começar, comece evitando excesso de carboidrato simples e açúcar refinado na alimentação”.  

Lílian disse ainda que quando se fala em alimentação para reduzir a ansiedade é preciso dar destaque a proteína. “A proteína é um nutriente que demanda mais tempo para ser digerida pelo nosso corpo. Ela tem um efeito termogênico maior do que o carboidrato e a gordura. Então, tem que ser a principal opção do cardápio. Quando falamos de proteína estamos falando de ovos, leite, carnes em geral etc. Além disso, precisamos optar por consumir gorduras boas como abacate, azeite de oliva extra virgem e oleaginosas em geral. A gordura dá essa sensação de saciedade e quando a gente se sente satisfeito não fica comendo toda hora”, destacou.  

Higienização correta dos alimentos

A nutricionista ressaltou que quando se fala em alimentação é preciso pensar no processo como um todo. “Temos que pensar no alimento desde quando adquirimos. A primeira conduta quando chegar com o alimento em casa é colocar as sacolas no lixo. Temos o hábito de guardar a sacola para usar depois, mas o momento não permite isso. Não sabemos quem teve contato com ela, portanto pode ser um meio de contaminação. Alimentos como o arroz, feijão e farinha devem ser retirados das suas embalagens e colocados em potes. Outros como o leite, por exemplo, a embalagem pode ser lavada.  Só precisa ter cuidado para não danificar o papelão”.

De acordo com Lílian, para higienizar os alimentos é preciso ter alguns cuidados. A água sanitária, por exemplo, pode ser utilizada por ter um alto poder de desinfecção, mas primeiro precisa ser diluída. A indicação de diluição é de um litro de água para uma colher de sopa ou copo de café de 50 ml de água sanitária.

“Essa solução pode servir para colocar frutas, legumes, verduras e vegetais folhosos. Então quando chegar em casa lavar bem esses alimentos com água corrente e depois colocar nessa solução de água sanitária. Deixa de molho por dez minutos, depois lava em água corrente para tirar o excesso de água sanitária. Depois desse procedimento deve-se lavar bem as mãos”, orientou Lílian.

TI Unimed Teresina